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"Sublime: a viola sonhadora e o palhaço"

“céu azul clareia o dia

orquestra de bem-te-vis

um simples verso que diz

faz nascer uma alegria

se lembra que o sol sorria

e a viola despertou

o seu canto se espalhou

pela terra até o mar

são dez cordas a tocar

bem que o palhaço avisou”

 

O livro “Sublime: a viola sonhadora e o palhaço” surge a partir de um processo de pesquisa e criação integrando as linguagens da poesia, do circo e da música e será a publicação que abrirá os trabalhos da Editora Passarada.

 

Como eixos temáticos temos a poesia popular com seu ritmo, métricas e musicalidade criando diálogos com o instrumento musical que também surge como personagem no livro: a viola brasileira, dita viola caipira, viola de 10 cordas, viola de arame, de folia ou simplesmente viola, também revelando proximidades com o universo da arte do palhaço e encanto circense, tendo um palhaço como autor do livro: Palhaço Viola, um trabalho desenvolvido pelo multi artista, pesquisador e educador Rafael Palmieri. 

 

A obra literária conta com ilustrações de Nice Lopes, artista especializada em literatura para infância, trazendo seu olhar delicado, poético e potente para composição do livro de forma especial. São 10 poemas ilustrados navegando pelas métricas presentes na poesia falada e cantada da cultura popular brasileira como: carretilhas, décimas de sete, décimas de onze, galopes à beira-mar e sextilhas. Uma coleção de poemas para brincar, cantar, declamar e contar. 

 

“Todo som alimenta o poeta,

solta em rimas, inventa, cria festa,

seja só, na cidade ou na floresta,

com sorriso, com choro, tudo afeta...

Se pendura na língua feito atleta,

sobe estrelas, abraça o luar,

desvendando a noite pra alcançar, 

o mais belo encaixe encantado,

pro ponteio ficar bem aprumado,

chama o povo e as crianças pra cantar…”

"É a vez do menino que se deixa voar"

Mais do que um objeto, um amuleto para crianças, um livro-brinquedo, considerando o formato especial a ser realizado na presente obra de um “livro de bolso para infância”, enriquecendo assim a experiência, manuseio e relação criança-livro, criança-cultura, criança-obra de arte, com o formato de 14x14 cm. 

 

Um menino muito curioso que se deixa voar nas asas da sua imaginação e nas asas dos acontecimentos e encontros do seu dia. Através do seu olhar explorador de novas aventuras e descobertas, cria e recria o seu próprio mundo. Um mundo que é totalmente musical, onde tudo, de tudo, é música. Um mundo que é, ali e agora, como ele é, menino é presença, menino é agora, menino cria sua vez no presente desdobrando o próximo passo em mil possibilidades. Por essas e outras, é a vez do menino que se deixa voar. Um desvio brincante com a expressão emblemática “era uma vez”, sendo transformada para o estado de presença latente da criança, portanto, “é a vez”. 

 

Para a criação do personagem que guia a narrativa, “o menino”, que carrega em si uma alta carga de pensamentos e percepções musicais afloradas, surge como principal inspiração o filho do autor, Apolo Palmieri, uma criança com uma musicalidade ampla e natural que também faz surgir a expressão “tudo de tudo de é música” em alguns momentos da obra literária. 

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